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O Livro de Enoque é falso? Quem eram os Nefilins?

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O Livro de Enoque é falso? Quem eram os Nefilins?

Mensagem  Sacerdote Melquisedeque em 2007-12-11, 16:55

Naqueles dias estavam os nefilins na terra, e também depois, quando os filhos de Deus(Nefilins) conheceram as filhas dos homens, as quais lhes deram filhos. Esses nefilins eram os valentes, os homens de renome, que houve na antigüidade. Gênesis 6:4

Também vimos ali os nefilins, isto é, os filhos de Anaque, que são descendentes dos nefilins; éramos aos nossos olhos como gafanhotos(insetos); e assim também éramos aos seus olhos. Números 13:33

***************************************************************

“E quando Enoque viu isso, ficou com a alma amargurada e chorou por seus irmãos; e disse aos céus: Recusar-me-ei a ser consolado; mas o Senhor disse a Enoque: Anima-te e alegra-te; e olha.” (Gênesis)

Existem muitos livros que foram banidos do corpo bíblico por serem considerados apócrifos (incultos ou não inspirados por Deus). Em sua considerável maioria eram justamente os mais reveladores, trazendo importantes informações sobre uma série de acontecimentos ligados aos contatos divinos com o homem.

O Livro do Profeta Enoque (citado em Judas 14), patriarca bíblico antediluviano (ou seja, que viveu antes da destruição e afundamentos de continentes), é, sem dúvida, um dos mais reveladores. Seu livro mostra, entre outras coisas, que 200 “anjos” desceram à Terra e tiveram filhos e filhas com as mulheres terrestres.Como estamos vendo, não é de hoje que seres poderosos, na Bíblia chamados de Nefilim, se relacionam intimamente com nossa humanidade. Esses anjos ensinaram muitas coisas para os homens, como astronomia, noções de meteorologia, medicina, etc.

Enoque cita o final de um continente, antes do dilúvio, devido à sua extrema corrupção. Os Nefilins e os humanos começaram a se degenerar (anjos unindo-se a mulheres) e isso não foi bem-visto pela Justiça Divina.

O sétimo, entre os patriarcas antediluvianos, é, fora de qualquer suposição, totalmente diferente dos seis que, no curso dos séculos, o precederam (Adão, Set, Enos, Cainã, Maladel, Jared), assim como dos três que o sucederam (Matusalém, Lameque, Noé).

No Livro do Gênesis diz que Enoque não morreu fisicamente, em realidade, senão que “caminhou com Deus e desapareceu, porque o levou Deus”.

"Andou Enoque com Deus, depois que gerou a Matusalém, trezentos anos; e gerou filhos e filhas. Gênesis 5:22

Todos os dias de Enoque foram trezentos e sessenta e cinco anos; Gênesis 5:23

Enoque andou com Deus; e não apareceu mais, porquanto Deus o tomou. Gênesis 5:24"

O Livro de Enoque é realmente apócrifo? Alguns estudiosos têm certeza de que esse livro foi escrito originalmente em hebraico, outros julgam que a língua original foi o aramaico e outros tantos acreditam que algumas partes foram escritas em hebraico e outras em aramaico. A primeira parte do Enoque etíope (caps. 1-36) tem uma importância imensa, pois remonta provavelmente em 300 a.C. e aos primeiros livros da Bíblia.

"Pela fé Enoque foi trasladado para não ver a morte; e não foi achado, porque Deus o trasladara; pois antes da sua trasladação alcançou testemunho de que agradara a Deus. Hebreus 11:5

Para estes também profetizou Enoque, o sétimo depois de Adão, dizendo: Eis que veio o Senhor com os seus milhares de santos, Judas 1:14"

Trecho do Livro de Enoque

“III - E, agora, ouvi-me, meus filhos, que eu descerrarei os vossos olhos para que possais escolher aquilo que Ele ama e desprezar tudo aquilo que odeia, para poderdes caminhar perfeitamente em todos os Seus caminhos e não errardes seguindo impulsos culposos ou deitando olhares de fornicação. Porque muitos foram os que se desviaram e homens fortes e valorosos aí escorregaram, tanto outrora como hoje. Caminhando com a rebelião nos corações, caíram os próprios guardas dos céus, a tal chegados porque não observavam os mandamentos de Deus, tendo caído também os seus filhos(Nefilins), cuja estatura atingia também a altura dos cedros e cujos corpos se assemelhavam a montanhas. Todo o ser vivo que se encontrava em terra firme, caiu, sim, e morreu, e foram como se não tivessem sido, porque procediam conforme a sua vontade e não observavam os mandamentos do seu Criador, de maneira que a cólera de Deus se inflamou contra eles."

Quem eram os Nefilins? Se o seus Pais, Filhos de Deus procriaram com as filhas dos homens, quem são seus descedentes gigantes? Gostaria de compartilhar este prazeiroso debate sobre o tema, sempre discutindo sob a ótica e principios Cristãos, mas sem limitações, porque Cristo não era limitado, basta ler o Evangelho de João.

Abençoado seja
Sacerdote Melquisedeque
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Re: O Livro de Enoque é falso? Quem eram os Nefilins?

Mensagem  Jonatas Sálvio em 2007-12-12, 14:25

A respeito da passagem no Genesis que desaparecimento de Enoque depois que foi levado, pois o Livro de Enoque conta que ele viajou com Deus e pareciam 7 dias se passaram, mas voltou a terra e na relaidade 300 anos haviam se passado e os seus já haviam morrido e provavelmente o dilúvio ja havia ocorrido.

Serão estes alguns do Mistérios do reino de que Jesus tanto falava? Se esse retorno de Enoque for verdade, então se confirma a Teoria da relatividade de Enstein e aquela passagem bíblica que diz o seguinte: "Mil anos é para nós, um dia é para Deus.

Reflitamos

APDD
Jonatas

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Re: O Livro de Enoque é falso? Quem eram os Nefilins?

Mensagem  Mariotti em 2007-12-12, 14:35

Nefilins, do hebraico נְפִלנ ְפִיל nefilím, que significa "derrubadores", Tirano, mas tal termo é uma variação do termo נָפַל. Deriva da forma causativa do verbo na·fál ou nefal (fazer cair; cortar), conforme encontrado, por exemplo, na Bíblia em 2 Reis 3:19; 19:7. Traz uma idéia de dividido, falho, queda, perdido, mentiroso. Literalmente "os que fazem os outros cair" ou "aqueles que vieram(cairam) do céu". No Dicionário de Strong são chamados de "tiranos".

Os Nefilins são chamados filhos dos "filhos de Deus [ou "anjos", na LXX]". Na tradução Almeida (ALA), o hebraico nefilím é vertido por "gigantes". Os Nefilins são descritos como "os poderosos [em hebr. hag gibborím] da Antiguidade" e os "homens de fama [ou "heróis", MC]". Segundo o relato de Gênesis 6, estes anjos se materializaram e tiveram filhos (os nefilins) com as belas mulheres. Esse acontecimento era completamente contrário ao Propósito Divino de criar os anjos.

Diz a narrativa que Deus teria decretado um período máximo de 120 anos, após a qual toda aquela sociedade humana seria destruída. Naquele momento, Deus se "arrependeu de ter criado a humanidade", somente Noé e sua familia, tinha aprovação de Deus. (6:3,5-11) O relato termina com o dilúvio bíblico a eliminar toda aquela sociedade humana juntamente com os Nefilins (semi-humanos ou semi-deuses, os filhos dos anjos. Por fim, recomeça uma nova humanidade e Deus renova o Seu Propósito para com a humanidade. (1:28-30; 9:1-17) Segundo a tradição judaico cristã, os genitores dos Nefilins terão desmaterializado-se, tornando-se novamente seres espirituais. São identificados ao longo da Bíblia por "anjos decaídos", "espíritos impuros" ou "demônios".

A Septuaginta sugere que os “nefilins” e os “poderosos” seriam os mesmos, por usar a mesma palavra gí·gan·tes (gigantes) para traduzir ambos os termos.

Na mitologia clássica(quase todas da antiguidade), podemos encontrar histórias de deuses (que seriam os anjos decaídos) e semí-deuses ("os Nefilins", os filhos) que se juntaram com mulheres, vivendo em corrupção e depravação moral. A sua grandeza e fama era advinda do seu mau uso de seus poderes sobre humanos.

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Re: O Livro de Enoque é falso? Quem eram os Nefilins?

Mensagem  PrimeiraIgrejaBatista-JP em 2007-12-12, 14:43

A Bíblia fornece relatos de homens de estatura extraordinária. Havia Ogue, rei de Basã, um dos refains, cujo esquife tinha nove côvados (4 m) de comprimento e quatro côvados (1,8 m) de largura. (De 3:11) Golias, de Gate, morto por Davi, tinha seis côvados e um palmo (2,9 m) de altura. Um indício do tamanho e da força de Golias era o peso da sua armadura. Sua cota de malha de cobre pesava 5.000 siclos (57 kg); a lâmina de ferro da sua lança pesava 600 siclos (6,8 kg). — 1Sa 17:4-7.

Além de Golias, havia outros homens de Refaim, de tamanho extraordinário, entre os quais estava Isbi-Benobe, cuja lança era de 300 siclos de cobre (3,4 kg) (2Sa 21:16); Safe ou Sipai (2Sa 21:18; 1Cr 20:4); Lami, irmão de Golias, "cuja haste de lança era como o cilindro dos tecelões" (1Cr 20:5); e um homem de tamanho extraordinário, cujos dedos das mãos e dos pés eram aos seis, no total de 24 (2Sa 21:20).

Os espias relataram aos israelitas que em Canaã viram "os nefilins, os filhos de Anaque, que são dos nefilins; de modo que ficamos aos nossos próprios olhos como gafanhotos, e assim também éramos aos olhos deles". (Núm 13:33) Estes homens de estatura extraordinária, chamados de filhos de Anaque (provavelmente significando "Pescoço-comprido [quer dizer, de estatura alta]"), não sabemos se eram realmente nefilins, conforme relatado, ou se eram apenas homens extraordinariamente altos, porque os nefilins, descendentes de anjos e mulheres ( segundo uma primeira leitura, mas não definitiva do Gên 6:4),pereceram no Dilúvio, mas também existe a tese de que se desmaterializaram no Dilúvio junto com seu progenitores e tornaram-se os demonios da baixa hierarquia, o que não se pode deixar de analisar.

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Re: O Livro de Enoque é falso? Quem eram os Nefilins?

Mensagem  José de Arimatéia em 2007-12-12, 15:02

Muitos acham impossível que foram literalmente anjos que se materializaram e tomaram mulheres para cometerem imoralidades (naturalmente não podiam casar-se, porque anjo não casa com mulher)
Veja os argumentos bíblicos que provam que literalmente anjos fizeram isto:
Descrevendo aquela era, Moisés escreveu: “Ora, sucedeu que, quando os homens principiaram a aumentar em número na superfície do solo e lhes nasceram filhas, então os filhos do verdadeiro Deus começaram a notar as filhas dos homens, que elas eram formosas aos olhos; e foram tomar para si esposas, a saber, todas as que escolheram.” — Gênesis 6:1, 2.

Esses “filhos do verdadeiro Deus” não eram humanos, mas eram filhos angélicos de Deus. (Note Jó 1:6; 2:1; 38:4, 7.) O escritor bíblico Judas conta que alguns anjos “não conservaram a sua posição original, mas abandonaram a sua própria moradia correta”. (Judas 6) Em outras palavras, abandonaram seu lugar designado na organização celestial de Deus por terem preferido conviver com belas mulheres na Terra. Judas acrescenta que esses anjos rebeldes eram como as pessoas de Sodoma e Gomorra, que ‘cometeram fornicação de modo excessivo e foram atrás da carne para uso desnatural’. — Judas 7.
A Bíblia não fornece todos os pormenores sobre as atividades desses anjos desobedientes.

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Re: O Livro de Enoque é falso? Quem eram os Nefilins?

Mensagem  Pastor Maranata em 2007-12-12, 15:07

Lendas antigas da Grécia e de outros lugares pintam um quadro de numerosos deuses e deusas que conviviam com a humanidade, quer de forma visível, quer invisível. Quando assumiam forma humana, tinham grande beleza. Comiam, bebiam e tinham relações sexuais entre si e com humanos. Embora supostamente fossem santos e imortais, mentiam e enganavam, brigavam e lutavam, seduziam e estupravam. Esses relatos mitológicos talvez reflitam, embora de forma embelezada e distorcida, as reais condições antediluvianas mencionadas no livro bíblico de Gênesis.

Esses materializados anjos desobedientes mantiveram relações sexuais com mulheres, e as mulheres deram à luz filhos. Não eram filhos comuns. Eram nefilins, meio humanos e meio anjos. O relato bíblico diz: “Naqueles dias veio a haver os nefilins na terra, e também depois, quando os filhos do verdadeiro Deus continuaram a ter relações com as filhas dos homens e elas lhes deram filhos; eles eram os poderosos da antiguidade, os homens de fama.” — Gênesis 6:4.

De modo que não surpreende que o relato bíblico acrescente: “A terra ficou cheia de violência.” (Gênesis 6:11)
Os semideuses mitológicos, tais como Heracles e o herói babilônico Gilgamés, parecem-se muito com os Nefilins. Mera coincidencia ??? Não. Apesar de não contarem em detalhes, muito provavelmente referiam-se aos tais nefilins mencionados pela Bíblia.

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Re: O Livro de Enoque é falso? Quem eram os Nefilins?

Mensagem  Jonatas Sálvio em 2007-12-17, 12:30



Há muita polêmica em torno desta foto, inclusive a possibilidade de ser um restos mortais nefilin

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Re: O Livro de Enoque é falso? Quem eram os Nefilins?

Mensagem  Ezequiel Neves em 2007-12-17, 12:43

O Livro de Enoque é um dos maiores pseudo-epígrafos ou apócrifos, grandemente conhecido pela sua versão em etíope e mais tarde as traduções gregas dos capítulos I-XXXII, XCVII-CI e CVI-CVII, bem como de algumas citações importantes feitas por Georgius Syncellus, o autor bizantino. Teria sido escrito por Enoque, ancestral de Noé, contendo profecias e revelações. A Epístola de Judas cita um trecho desta obra .
Em Qumram, foram encontrados na Gruta 4, sete importantes cópias que foram atestadas pela versão Etíope. Estas cópias embora que não idênticas na totalidade foram encontradas em conjunto com cópias do Livro dos Gigantes referenciadas no capítulo IV do Livro de Enoch.
As cópias de Qumram foram catalogadas com as referências 4Q201-2 e 204-12 e fazem parte da herança deixada pela comunidade Nazarita do Mar Morto, em Engedi.
O Livro de Enoque também é chamado de Primeiro Livro de Enoque. Existem outros dois livros chamados de Segundo Livro de Enoque e Terceiro Livro de Enoque, considerados de menor importância.

Datação dos manuscritos
A datação Paleográfica datou estes documentos de Qumram entre 200aC e o fim da era cristã.

Conteúdo da versão aramaica de Qumram
Existem muitos excertos aleatórios no livro que estão descontextualizados ou simplesmente não fazem sentido. Fazendo uma breve referencia ao conteúdo dos excertos que fazem sentido no livro, estes resumem-se da seguinte forma:

* 4Q201 - Enumera os nomes em aramaico dos vinte chefes dos anjos caídos;

* 4Q204 - Relata o milagroso nascimento de Noé cujo paralelismo é notório com o de Génesis Apócrifo e os fragmentos do Livro de Noé.

* 4Q206 - Este é o mais divergente com a versão etíope

* 4Q209 - Chamado Livro Astronómico, é consideravelmente mais longo que a versão etíope.

A secção do Livro dos Gigantes não existe na versão etíope, mas circulava na literatura maniqueísta, talmúdica e medieval Judaica.

Comparação das versões

Existem diferenças notórias, embora que parciais, na estrutura das versões do Livro de Enoque. A parte astrológica é muito mais desenvolvida na versão etíope que na versão de Qumram. Por outro lado a secção do Livro das Parábolas dá mais ênfase a sua especulação a respeito do Filho do Homem na versão do Qumram do que na versão etíope. Existem outra inúmeras divergências estilísticas, colocadas provavelmente pelos diferentes tradutores que trabalharam as obras na altura.

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Re: O Livro de Enoque é falso? Quem eram os Nefilins?

Mensagem  Mariotti em 2007-12-17, 12:51

Epístola de Judas é o nome dado à epístola do apóstolo Judas Tadeu (ou Judas, irmão de Tiago), o penúltimo livro do Novo Testamento da Bíblia, escrita provavelmente no ano 65 da era comum. Outras suposições, porém, induzem que a obra teria sido escrita por volta dos anos 66 e 67, logo após à morte de Pedro, em razão das fortes semelhanças com a segunda carta deste outro apóstolo. No entanto, uma terceira possibilidade seria que Judas e Pedro tivessem se utilizado de uma fonte comum, talvez de um panfleto muito utilizado na época para alertar à Igreja contra os falsos mestres.

Quanto ao local onde a epístola teria sido escrita não existe até hoje uma correta identificação, ainda que existam suposições de que Judas teria enviado sua carta da Palestina ou do Egito.

O propósito principal dessa epístola é a advertência contra os mestres imorais e as heresias da época, que colocavam em risco a fé dos cristãos. Há quem diga que Judas estaria escrevendo contra os mestres ateus que afirmavam que aos cristãos seria permitido fazer tudo o quanto desejassem, sem temer o castigo divino. Assim, sua carta enfoca a apostasia, que seria a troca dos ensinamentos cristãos pelas falsas doutrinas.

A epístola é bem pequena e tem apenas 25 versículos em um único capítulo. Inicia-se com uma curta introdução de dois versos, fala sobre o perigo da atuação de homens perversos que estavam tentando alterar o propósito da fé cristã, dá exemplos históricos sobre os falsos mestres descrevendo o caráter destes, destaca o viver em santidade como o objetivo dos convertidos e conclui com sua benção apostólica.

Curiosamente, encontra-se nos seus versos 14 e 15 uma breve citação do livro apócrifo de Enoque (antepassado de Noé) - o livro de Enoque, sobre uma profecia do julgamento dos homens maus.

Outro ponto da epístola que desperta a atenção é o seu verso 9 que fala sobre uma disputa entre o Arcanjo Miguel e o diabo pelo corpo de Moisés, incidente este que não está registrado em nenhuma outra parte das Escrituras, cuja narrativa é atribuída à citação de um livro antigo chamado de A Assunção de Moisés, uma vez que o capítulo 34 de Deuteronômio nada diz a respeito do fato comentado pelo apóstolo.

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Re: O Livro de Enoque é falso? Quem eram os Nefilins?

Mensagem  Capa de Elias em 2007-12-19, 13:01

Uma breve exposição informativa e pedagógica sobre a visão dos muçulmanos e os hebreus sobre Enoque


Enoque – חנוך, Chanoch ou Hanokh – é o nome dado uma das personagens bíblicas mais peculiares e misteriosas das Escrituras. Nasceu, segundo os escritos judeus, na sétima geração depois de Adão, sendo filho de Jarede, e pai de uma outra personagem, Matusalém. De acordo com o relato de Gênesis, capítulo 5, versos 22-24: “E andou Enoque com Deus, depois que gerou a Matusalém, trezentos anos, e gerou filhos e filhas. E foram todos os dias de Enoque trezentos e sessenta e cinco anos. E andou Enoque com Deus; e não apareceu mais, porquanto Deus para si o tomou.”

Há dois aspectos extraordinários no relato de Enoque, enfocados nesses versículos, que não foram enfocados em outras gerações: as indicações do texto de que ele “andou com Deus” e o fato que, supostamente, ele não teria morrido, pois “Deus para si o tomou”. Estes relatos foram a origem de muitas fábulas, lendas e midrashim (estudos rabínicos mais aprofundados) de sábios judeus ao longo de séculos. Muitos deles se incomodaram muito pelo fato que Enoque "só" vivera 365 anos, uma curta duração de vida para sua época, de acordo com o livro de Gênesis.

Rashi – um dos maiores comentaristas e intérpretes das Escrituras entre os sábios judeus – por exemplo, escreveu que "e andou Enoque – era justo e inocente em seus pensamentos, não sendo acusado em coisa alguma, por isso apressou-se o Eterno, Bendito seja Ele, em removê-lo desta Terra e matá-lo antes do tempo previsto, e esta é a razão de estar escrito, em relação a sua morte, וְאֵינֶנּוּ, “veeinenu” – pois “não havia mais ele” no neste mundo no propósito de cumprir seus anos de vida, porque לָקַח אֹתוֹ, “laqach otô” – “tomou para si (Deus)” antes do tempo.".

Em contraste com Rashi, outro comentarista bíblico - Levi ben Gershom - filosofou que “eis a causa a este fato de não ser lembrada a sua morte neste evento, contrariando os outros descendentes seus cujas mortes foram lembradas, insinuando alguma diferença entre ele e as outras personagens bíblicas: ele fez paz com sua alma e chegou a ela em sua perfeição, e as aquelas outras personagens morreram sem vontade, relutantes com a suas mortes.”. Isto significa que Enoque chegou a perfeição em sua “breve” vida, não sobrevivendo mais aqui, mas sendo tomado pelo próprio Deus."

Os sábios judeus, de abençoada memória, comentaram que “em todas as situações o sétimo é preferido [...] nas gerações: Adam, Seth, Enosh, Kenan, Mehallel, Jered, and Enoch - e entre estas todas “Enoque andou com Deus” (Gen 5:24); Entre os patriarcas, o sétimo é o preferido: Abraham, Isaac, Jacob, Levi, Kehath, Amram, e Moisés: e Moisés subiu para Deus (Ex 19:3)”. – (Peskita de Rab Kahana: cap. 23).

De acordo com outro midrash, Enoque esteve entre o seleto grupo dos que entraram no paraíso celeste, indicando os que tiveram esta oportunidade - “nove foram os que entraram em vida no Jardim do Éden celestial, e estes são: Enoque, filho de Jarede, e Elias (profeta), e o Messias, e Eliezer, servo de Abraão, e Hiram, rei de Tiro, e o servo do rei de Kush ( Etiópia), e Yaabetz, filho de Rabbi Yehudá o Príncipe, e Batiah, filha de Faraó, e Sarah, filha de Asher, e há os que afirmam também que Rabbi Yehoshua ben Levi.”

Sobre este personagem bíblico existem também os livros apócrifos pseudoepígrafos: “Livro de Enoque I” e o “Livro de Enoque II, que fazem parte do cânone de alguns grupos religiosos, principalmente dos cristãos da Etiópia”, mas que foram rejeitados pelos cristãos e hebreus, por serem particularmente incômodos para os clérigos do ponto de vista político.


Enoque no Islamismo

No Alcorão ele é o profeta predecessor de Nuh (Noé). Idris é reconhecido por ter aprendido muitas habilidades ou por ter inventado coisas as quais a humanidade actualmente usa como a escrita, a matemática, a astronomia, etc. De acordo com a tradição islâmica, na época de Idris as pessoas se tinham esquecido de Deus e o mundo foi por isso punido com a estiagem. Contudo, Idris orou pelos seres humanos e começou a chover, acabando com a estiagem.

De acordo com o livro "The Prophet of God Idris: Nabiyullah Idris" ("Idris o Profeta de Deus: Nabiyullah Idris" ), Idris é o nome alcorânico de Enoque. Ele é mencionado no Alcorão como preferido por Deus, que o elevou até Ele (no livro de Enoch da Bíblia, preservado pela comunidade cristã Etíope, pode ler-se que ele foi elevado até o nível da cabeça de Deus); Idris pediu para voltar novamente para a Terra, para a região de Gizan (atual Giza no Egito) onde ele lecionou as pessoas a escrever, e descreveu ter visto em sua jornada as nascentes da água (a neve nos topos das montanhas, especialmente nas áreas polares) e os fundamentos por trás da astronomia. Ele descreveu ainda diferentes céus onde ele viu diabos e jins aprisionados e sendo atormentados pelos anjos, alguns deles à espera de punição. Ele é o importante profeta entre Adão e Noé. É possível que se tenha construído pirâmides em reverência a ele, uma vez que esta foi a região onde ele ascendeu novamente ao céu e nunca mais voltou para sua família. É possível que ele seja o verdadeiro homem por trás do mito de Osíris, o deus egípcio.

Há também uma tradição britânica sobre o profeta Idris que afirma que este teria fundado Caer-Idris [colónia ou cidade de Idris], em algum lugar das ilhas britânicas, onde se lecionava astronomia. O nome Idris é hoje comum no País de Gales (uma das quatro nações que constituem o Reino Unido) em memória desse famoso druída (classe da sociedade céltica formada por anciões).

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